Para assumir uma vaga, eu preciso comprovar experiência anterior?

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São muitas as pessoas que desejam que a sua primeira experiência profissional seja como servidor público. Em alguns casos, as crianças já crescem com o direcionamento e o desejo de ocupar uma determinada profissão pública. Como aqueles que desde jovens já sonhavam em serem professores em rede pública.

Porém, há também as pessoas que desde novos já se atentaram aos benefícios que a vida de servidor público pode lhes oferecer. Um profissional de uma instituição governamental tem mais estabilidade financeira, podendo fazer jornadas de trabalho menores e flexíveis, além de melhores remunerações, entre outras vantagens.

Quando comparamos essa situação com a de alguém que busca emprego em empresas privadas podemos destacar algumas semelhanças e diferenças. É importante que as pessoas se atentem a isso, o que se distingue nos dois ramos e quais são os elementos que os fazem ser parecidos?

No mercado de trabalho, nas empresas privadas, existem muitos critérios que fazem com que alguns candidatos a vagas tenham uma vantagem significativa sobre outros. Um desses quesitos fundamentais para diferenciar e, até mesmo, ter melhor noção da capacidade da pessoa, é considerar o fato do candidato à vaga ter ou não experiência anterior.

É muito comum, que as empresas façam uma série de avaliações acima disso. Existem aqueles que já consideram uma vantagem o fato de haver uma experiência profissional em qualquer ramo, outras procuram por pessoas que já atuaram na área, há as que consideram o conhecimento em alguma especifica ferramenta, etc.

Mas, quando falamos de carreira em cargos públicos, para que o candidato consiga assumir o cargo é preciso que ele comprove uma experiência anterior. É preciso já ter frequentado uma empresa, tido alguma ocupação, conhecer ferramentas especificas para ocupar o cargo? E quem deseja ingressar no serviço público, mas não tem experiência alguma?

É preciso ter experiência prévia?

Em outros artigos, já falamos de como a Administração Pública deve proceder quanto aos seus critérios e observações para o preenchimento das vagas. Todas as etapas do processo e tudo o que for criteriosamente exigido pela instituição que abre um concurso deve estar previsto em lei. Isso é o que a Constituição Federal de 1988 garante.

Isso faz com que muitas pessoas tenham dúvidas sobre a legitimidade de pedir experiência profissional anterior no momento de fazer a avaliação dos candidatos às vagas públicas. Afinal, pode parecer algo ambíguo, já que a lei não fala abertamente sobre a possibilidade, tampouco existe a certeza de dar vantagem ou eliminar alguém por ter ou não experiência.

Mas, o que as pessoas devem saber é que, embora a maioria das pessoas acredite que somente o quesito intelectual deve ser levado em conta no momento de aprovação, o que garantiria uma vaga às pessoas sem experiência sem existir preocupação alguma, a exigência de experiência anterior pode ser sim legitima.

Usar isso como um critério de diferenciação entre candidatos é algo extremamente justificável para um concurso público. Pois, o certame está buscando as pessoas mais qualificadas para exercer uma determinada função pública. E a procura pela qualidade de trabalho é suficiente para amparar tal ação.

Sendo assim, é claro para os organizadores de um concurso público e para os órgãos legislativos que, nesse sentido, uma pessoa que já tenha vivência numa área, que já conheça as ferramentas necessárias para cumprir a função com sucesso, tem melhores condições para ser um bom profissional.

Porém, não é qualquer certame que pode exigir isso das pessoas que se candidataram. O mesmo artigo também assegura que os requisitos exigidos pela instituição devem estar amparados em uma lei condizente à carreira em questão.

Portanto, esse recurso só cabe àqueles entes públicos que oferecem vagas com complexidade maior e que, consequentemente, uma experiência anterior deve ser tomada como um diferencial fundamental para a escolha dos melhores candidatos.

Todos os requisitos devem ser levados em consideração, tentando ser o mais realistas possível, de modo que não ofereça prejuízo às pessoas que têm plena condição de exercer uma determinada função.

Isso é assegurado pelo Tribunal de Justiça. É chamado de “principio de razoabilidade”, pressupõe que as instituições farão exigências realistas que condizem com as atividades que serão feitas pelo candidato nomeado.

Comprovando títulos

A apresentação ou não dos títulos costuma ser um assunto que confunde muito a cabeça dos candidatos a determinadas vagas. O principal questionamento dessas pessoas diz respeito à possibilidade de ser eliminado no certame por não terem nenhum título a ser comprovado.

Mas, a prova de títulos não é algo que deve preocupar tanto o concurseiro. Isso é algo que confere um diferencial importante para os candidatos, porque é algo classificatório. Em contrapartida, não significa que seja eliminatório. O candidato sem títulos também está no páreo.

A diferença está nos ganhos que isso pode lhe oferecer. Uma pessoa que presta concurso público e tem título conseguirá adicionar alguns pontos a mais a sua pontuação final no processo, o que pode ser um grande auxílio para o alcance de seu objetivo.

Quando uma pessoa sem títulos faz um concurso público, ele não fica sujeito à eliminação por esse motivo. Mas, claro, que a falta de elementos pode fazer com que tenha uma pior classificação para o preenchimento da vaga. Geralmente, as pessoas que não têm os títulos se preparam muito bem para a realização da prova.

As pessoas bem preparadas e que vão muito bem às provas não sentem a falta dos títulos. Até mesmo porque uma ótima pontuação nas provas objetivas costuma ter um peso ainda maior do que a presença de títulos. E não são muitos os concursos que consideram a titulação de um candidato como uma vantagem para a sua classificação, é uma minoria.

Mas, isso pode ser um fator importante para quem deseja reconhecimento profissional no futuro, alcançando melhores salários. Pois, são muitas as instituições que oferecem prêmios e gratificações para as pessoas que têm qualificações além das esperadas.

As titulações mais comuns são as de pós-graduação, mestrado, doutorado. Mas, há também, as instituições que consideram as experiências e os trabalhos publicados.

 

 

 

 

 

 

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Sobre Concurseiro Paulista

Sou ex-Oficial Aviador da Marinha e bacharel em Ciências Militares pela Escola Naval.Sou um dos responsáveis pelo site Concurseiro Paulista que já tem 16 anos de história. Venho nesse Blog passar toda a minha experiência, pois já consegui ser aprovado em 33 Concursos Públicos, entre eles Delegado Civil e Federal e tantos outros. A nossa missão e compromisso é ajudar você ser aprovado também.